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07/11/2014
04/06/2014
Sempre um passo atrás
Eu sou assim, sempre um passo atrás. A Joana Roque a lançar o 4º livro e eu a pegar no Feito em casa, o seu 1º livro, que estava lá na estante há uns 2 anos à espera de ver a luz do dia.
Bom, a cozinha realmente não me entusiasma particularmente e o entusiasmo da Joana até me faz sentir um bocadinho mal. Acho que ela deve ter ficado com o que devia ter sido para mim.
É um livro que se lê muito bem e dá imensas ideias de receitas e dicas de economia doméstica (já toda a gente conhecia menos eu???) e até anotei algumas receitas para um dia quem sabe.
Tenho dois reparos a fazer: um positivo, parabéns Joana, que passou de uma desempregada sem rumo a alguém que seguiu o seu sonho e que escreve livros bestseller com muito sucesso e um negativo, não desfazendo no trabalho da Joana, mas que exagero de carne de porco, molho bechamel e refogados é aquele?
Bom, a cozinha realmente não me entusiasma particularmente e o entusiasmo da Joana até me faz sentir um bocadinho mal. Acho que ela deve ter ficado com o que devia ter sido para mim.
É um livro que se lê muito bem e dá imensas ideias de receitas e dicas de economia doméstica (já toda a gente conhecia menos eu???) e até anotei algumas receitas para um dia quem sabe.
Tenho dois reparos a fazer: um positivo, parabéns Joana, que passou de uma desempregada sem rumo a alguém que seguiu o seu sonho e que escreve livros bestseller com muito sucesso e um negativo, não desfazendo no trabalho da Joana, mas que exagero de carne de porco, molho bechamel e refogados é aquele?
31/05/2014
Bolinho de chocolate (Feito em casa)
Para recuperar de uma semana de visitas quase diárias ao médico, esta tarde foi passada na companhia do Feito em Casa da Joana Roque que inspirou a receita do bolinho para o lanche. A receita está aqui.
18/05/2014
A culpa não é sempre da mãe
Nunca li nenhum livro que tenha saltado da blogosfera para fora. Tenho esta aversão a livros que toda a gente recomenda. Enfim.
De qualquer modo este livro da "Cocó" acabou por me vir parar às mãos e como mãe não podia deixar de o ler. Não tinha qualquer expectativa em relação ao livro. Não gosto de partir para um livro com expectativas demasiado elevadas, prefiro ver onde ele me leva. Sabia que, pelo menos, a escrita faria algum sentido, porque como jornalista uma coisa que a autora faz bem é "brincar" com as palavras.
É uma escrita leve, mas que trata de assuntos sérios. É uma espécie de reportagem, mas em grande, que se lê ora com uma risada ora com um aperto no peito. Acima de tudo, o que provocou em mim foi ir ao baú das memórias e lembrar-me das minhas experiência em confronto com as experiências das mães do livro. Meu Deus, há mães naquele livro que a culpa deve arrastar para uma existência miserável! O que posso concluir dessa análise a mim mesma é que ou tenho uma patologia grave ou não me deixo afectar muito pela culpa.
Não sinto culpa por ter tido um parto induzido
Não sinto culpa por este ter culminado numa cesariana com anestesia geral
Não sinto culpa por não ter amamentado (ainda que o quisesse fazer)
Não sinto culpa por ele não gostar da escola
Não sinto culpa por ele ter caído nas escadas e ter aberto o queixo quando tinha 6 anos e precisar de pontos (eu própria caí várias vezes na mesma escada em pequena e em grande e nunca culpei a minha mãe. Sou uma grande trapalhona é o que sou!)
Não sinto culpa por ele ter chumbado um ano e por ter dito, quando fui chamada à escola por uma professora que me perguntou o que eu achava de ele ficar retido, que se ele não estava preparado devia chumbar (ah, mas disseram-me que me ia arrepender e que devia ter implorado para ele passar. Nunca me arrependi e foi o melhor para ele sem qualquer dúvida)
Não sinto culpa por dizer não quando é o que ele precisa de ouvir
Não sinto culpa por todos os anos tirar uns dias de férias só para mim (temos 360 dias para compensar isso)
Não sinto culpa por ele não andar num colégio fino, nem por não ter um telemóvel XPTO ou roupas caríssimas
...
A culpa pode partir de nós, mas pode partir muito do zum zum (das mães, das sogras, das amigas, do companheiro, da sociedade) que nos chega aos ouvidos e temos de aprender a ser imunes a todos esses disparates com que nos querem assoberbar. Ser mãe não é fácil, ninguém disse que era. As coisas não correm, a maior parte das vezes, como idealizámos antes deles nascerem. Há coisas que correm bem, outras menos bem e há coisas que simplesmente não podemos controlar, não podemos evitar, mas temos de aprender a viver com isso e em vez de darmos ouvidos a 50000 disparates, seguir o nosso instinto e fazer o que achamos correcto. O que é correcto para uma mãe pode não ser o correcto para outra? Pode, mas nós estamos a criar os nossos filhos, não estamos a criar os filhos da vizinha.
Só espero que as mães que vivem atoladas em culpa por tudo e por nada aprendam alguma coisa com este livro e que percebam que se precisarem de ajuda para ultrapassar certas questões não há mal em pedir ajuda a alguém imparcial e especializado.
Um grande clap clap para a Sónia. Gostei muito de a ler!
De qualquer modo este livro da "Cocó" acabou por me vir parar às mãos e como mãe não podia deixar de o ler. Não tinha qualquer expectativa em relação ao livro. Não gosto de partir para um livro com expectativas demasiado elevadas, prefiro ver onde ele me leva. Sabia que, pelo menos, a escrita faria algum sentido, porque como jornalista uma coisa que a autora faz bem é "brincar" com as palavras.
É uma escrita leve, mas que trata de assuntos sérios. É uma espécie de reportagem, mas em grande, que se lê ora com uma risada ora com um aperto no peito. Acima de tudo, o que provocou em mim foi ir ao baú das memórias e lembrar-me das minhas experiência em confronto com as experiências das mães do livro. Meu Deus, há mães naquele livro que a culpa deve arrastar para uma existência miserável! O que posso concluir dessa análise a mim mesma é que ou tenho uma patologia grave ou não me deixo afectar muito pela culpa.
Não sinto culpa por ter tido um parto induzido
Não sinto culpa por este ter culminado numa cesariana com anestesia geral
Não sinto culpa por não ter amamentado (ainda que o quisesse fazer)
Não sinto culpa por ele não gostar da escola
Não sinto culpa por ele ter caído nas escadas e ter aberto o queixo quando tinha 6 anos e precisar de pontos (eu própria caí várias vezes na mesma escada em pequena e em grande e nunca culpei a minha mãe. Sou uma grande trapalhona é o que sou!)
Não sinto culpa por ele ter chumbado um ano e por ter dito, quando fui chamada à escola por uma professora que me perguntou o que eu achava de ele ficar retido, que se ele não estava preparado devia chumbar (ah, mas disseram-me que me ia arrepender e que devia ter implorado para ele passar. Nunca me arrependi e foi o melhor para ele sem qualquer dúvida)
Não sinto culpa por dizer não quando é o que ele precisa de ouvir
Não sinto culpa por todos os anos tirar uns dias de férias só para mim (temos 360 dias para compensar isso)
Não sinto culpa por ele não andar num colégio fino, nem por não ter um telemóvel XPTO ou roupas caríssimas
...
A culpa pode partir de nós, mas pode partir muito do zum zum (das mães, das sogras, das amigas, do companheiro, da sociedade) que nos chega aos ouvidos e temos de aprender a ser imunes a todos esses disparates com que nos querem assoberbar. Ser mãe não é fácil, ninguém disse que era. As coisas não correm, a maior parte das vezes, como idealizámos antes deles nascerem. Há coisas que correm bem, outras menos bem e há coisas que simplesmente não podemos controlar, não podemos evitar, mas temos de aprender a viver com isso e em vez de darmos ouvidos a 50000 disparates, seguir o nosso instinto e fazer o que achamos correcto. O que é correcto para uma mãe pode não ser o correcto para outra? Pode, mas nós estamos a criar os nossos filhos, não estamos a criar os filhos da vizinha.
Só espero que as mães que vivem atoladas em culpa por tudo e por nada aprendam alguma coisa com este livro e que percebam que se precisarem de ajuda para ultrapassar certas questões não há mal em pedir ajuda a alguém imparcial e especializado.
Um grande clap clap para a Sónia. Gostei muito de a ler!
02/05/2014
Ele há coisas...
Estou a ler O vale das bonecas de Jacqueline Susan que recebi através do Winkingbooks. É uma edição antiga dos anos 70. Um destes dias virei a página e de lá de dentro caíram 3 cromos das pastilhas Pirata, daqueles que nem autocolantes eram.
São tão fofos e vintage!
São tão fofos e vintage!
15/04/2014
E por falar em livros
Nem de propósito, ontem quando cheguei a casa tinha à minha espera o livro que ganhei neste passatempo.
Já disse que além de livros também gosto de receber coisas boas na volta do correio?
Já disse que além de livros também gosto de receber coisas boas na volta do correio?
14/04/2014
Livros, livros e mais livros
No outro dia vinha a ouvir uma rádio local e dizia o animador com entusiasmo como se fosse um orgulho "acho que nunca li um livro na vida" e eu fiquei com aquela cara de "Como?"
Adoro livros e adoro ler. Nunca precisaram de me impingir livros, porque em pequena já gostava de ir à biblioteca escolher livros para ler e hoje continuo a devorar livros na medida do tempo que tenho, que já não é o mesmo que tinha em pequena. Por isso, custa-me entender este gáudio que certas pessoas têm em não ler. E o pior é que com este tipo de exemplo muitos miúdos não adquirem o gosto por ler e vão transformar-se em adultos que não gostam de ler e nem sabem o que perdem!
É verdade que os livros são cada vez mais caros, mas ir ao cinema, ir a concertos, etc, também. Hoje em dia é tudo caro, certo? Além disso, não é preciso gastar dinheiro para ler. Há a boa velha biblioteca, por exemplo, que já não é assim tão velha como isso. Engane-se quem pensa que a biblioteca é um sítio escuro cheio de clássicos com 50 anos e cheiro a pó. Hoje em dia as bibliotecas têm infraestruturas modernas e livros acabados de sair das editoras. Há inúmeros grupos de troca de livros no Facebook, há o Winkingbooks (uma das melhores plataformas de troca de livros online), há ebooks, muitas vezes grátis, para (quem tem) smartphones e afins... Bom, há imensas possibilidades para se ler sem ter de se fazer um rombo no orçamento.
Adoro livros e adoro ler. Nunca precisaram de me impingir livros, porque em pequena já gostava de ir à biblioteca escolher livros para ler e hoje continuo a devorar livros na medida do tempo que tenho, que já não é o mesmo que tinha em pequena. Por isso, custa-me entender este gáudio que certas pessoas têm em não ler. E o pior é que com este tipo de exemplo muitos miúdos não adquirem o gosto por ler e vão transformar-se em adultos que não gostam de ler e nem sabem o que perdem!
É verdade que os livros são cada vez mais caros, mas ir ao cinema, ir a concertos, etc, também. Hoje em dia é tudo caro, certo? Além disso, não é preciso gastar dinheiro para ler. Há a boa velha biblioteca, por exemplo, que já não é assim tão velha como isso. Engane-se quem pensa que a biblioteca é um sítio escuro cheio de clássicos com 50 anos e cheiro a pó. Hoje em dia as bibliotecas têm infraestruturas modernas e livros acabados de sair das editoras. Há inúmeros grupos de troca de livros no Facebook, há o Winkingbooks (uma das melhores plataformas de troca de livros online), há ebooks, muitas vezes grátis, para (quem tem) smartphones e afins... Bom, há imensas possibilidades para se ler sem ter de se fazer um rombo no orçamento.
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