Achavam que o fim do mundo era a boa da meia branca com o sapatinho de ir à missa em pele escura?
Pois se acham isso é porque não viram a boa da meia escura com o sapatinho de ir à missa em branco.
Um assombro!
29/06/2016
22/06/2016
Uma pessoa percebe que está um bocadinho cansada
Quando acha que levar o marido a um exame é uma óptima oportunidade para descansar. E depois a coisa despacha-se em três tempos e fica triste porque acabou o intervalo.
Notícias da Segurança Social
Tudo na mesma como a lesma. Quantas visitas à Segurança Social é que vão ser precisas para resolver isto?
18/06/2016
14/06/2016
Como a Segurança Social me trocou o filho
É coisa que nem eu, nem a senhora perplexa que me atendeu sabemos explicar.
Dizia ela "Mas comássim não é seu filho? Como é que isso é possível?" Isso gostava eu de saber!
O que é certo é que alguém retirou o meu filho do meu agregado familiar, substituindo-o por outra criança. Uma criança que não é minha. Uma criança com outro nome.
Aguardam-se desenvolvimentos, que isto não é uma coisa que se resolva assim numa única visita à Segurança Social.
Dizia ela "Mas comássim não é seu filho? Como é que isso é possível?" Isso gostava eu de saber!
O que é certo é que alguém retirou o meu filho do meu agregado familiar, substituindo-o por outra criança. Uma criança que não é minha. Uma criança com outro nome.
Aguardam-se desenvolvimentos, que isto não é uma coisa que se resolva assim numa única visita à Segurança Social.
Sobre aquela notícia do casal de Paredes de Coura
Tudo na notícia é inquietante:
A postura do casal, que além de estar naqueles propósitos num sítio público em plena luz do dia e rodeado de pessoas, permite que aquela criança assista ao "espectáculo" (e mais próximo só mesmo se estivesse no meio deles). Se é assim em público nem quero imaginar a bandalheira que vai naquela casa!
Por outro lado, chegámos a uma era em que as pessoas em vez de chamarem a polícia para pôr fim aquilo, filmam para meter no Facebook e vão à sua vida...
A postura do casal, que além de estar naqueles propósitos num sítio público em plena luz do dia e rodeado de pessoas, permite que aquela criança assista ao "espectáculo" (e mais próximo só mesmo se estivesse no meio deles). Se é assim em público nem quero imaginar a bandalheira que vai naquela casa!
Por outro lado, chegámos a uma era em que as pessoas em vez de chamarem a polícia para pôr fim aquilo, filmam para meter no Facebook e vão à sua vida...
12/06/2016
Origami e um GIVEAWAY
Há imenso tempo que andava para deitar as mãos à embalagem de papel de Origami que ali tinha, mas o tempo livre é sempre curto para tudo. Hoje foi o dia! Destas mãos trapalhonas saíram estas "obras de arte" (assim mesmo entre aspas, que isto requer um certo jeitinho e está na cara que a prática também não é demais).
A boa notícia é que tenho uma embalagem extra e que um de vós pode fazer Origami também. Basta pesquisarem um pouco online para aprender como fazer e os miúdos também vão gostar.
A embalagem contém 20 folhas de 15cm x 15cm em 10 padrões diferentes ao estilo tradicional Coreano como podem ver nas imagens.
Regras de Participação:
- Ser seguidor do blog
- Fazer Like na página do Facebook do Horas Extra
- Partilhar o passatempo de forma pública no facebook e marcar 3 amigos (se tiverem dúvidas quanto à partilha pública do passatempo, vejam este post)
- Preencher o formulário neste link: http://goo.gl/forms/7lKNJtxwoNI0EMAY2
Participações válidas até dia 02/07/2016 às 23h59 e limitadas a uma participação por pessoa. O vencedor será escolhido através do site random.org.
Boa sorte!
A boa notícia é que tenho uma embalagem extra e que um de vós pode fazer Origami também. Basta pesquisarem um pouco online para aprender como fazer e os miúdos também vão gostar.
A embalagem contém 20 folhas de 15cm x 15cm em 10 padrões diferentes ao estilo tradicional Coreano como podem ver nas imagens.
Regras de Participação:
- Ser seguidor do blog
- Fazer Like na página do Facebook do Horas Extra
- Partilhar o passatempo de forma pública no facebook e marcar 3 amigos (se tiverem dúvidas quanto à partilha pública do passatempo, vejam este post)
- Preencher o formulário neste link: http://goo.gl/forms/7lKNJtxwoNI0EMAY2
Participações válidas até dia 02/07/2016 às 23h59 e limitadas a uma participação por pessoa. O vencedor será escolhido através do site random.org.
Boa sorte!
09/06/2016
Dicas para fazer uma mudança (mais ou menos) pacífica
Uma mudança pode ser uma dor de cabeça: desmanchar tudo, transportar tudo para a nova casa, meter tudo no sítio, mais tudo o resto que este processo envolve. Isto piora se o tempo e o orçamento forem limitados. Estas são as minhas dicas, baseadas na minha experiência, e valem o que valem.
- Se têm um bom orçamento e não querem chatices contratem um daqueles serviços em que eles fazem tudo: empacotam, embalam, desmontam, transportam, desembalam, montam e ainda limpam a casa por cima. Tudo enquanto o cliente bebe uns mojitos. Cheira-me que isto não é para toda a gente. É melhor meterem mãos à obra!
- A menos que tenham um amigo com uma carrinha muuuuito grande, vão precisar de contratar alguém para fazer o transporte das coisas maiores (sofás, electrodomésticos, ... os monos, portanto). Não se acanhem, peçam orçamentos (por escrito) e não se fiquem pelo primeiro que receberem, porque a diferença pode ser bem grande. No nosso caso, recebemos orçamento para 1000€ e tal e para 100€ e tal. Pois, faz diferença!
Apesar de termos levado muitas coisas de carro em várias (bastantes) viagens, principalmente coisas sensíveis, objectos pessoais, etc..., conseguimos encher o camião/carrinha até à porta. Até não termos muitas tralhas, mas quando se junta tudo o que é grande é realmente muito. Além disso, optámos por não desmontar algumas coisas para não termos de voltar a montá-las: cómodas, estantes, etc...
Ah, sim, escolhemos a mais barata e não tivemos nenhuma razão de queixa.
- Se tiverem amigos que não têm uma carrinhas, mas têm vontade de ajudar, já é alguma coisa. As caixas não se enchem nem transportam sozinhas e os móveis também precisam de ajuda para ser desmontados.
- Por precaução, em caso da transportadora não pedir, façam uma lista dos artigos a transportar.
- Uma casa livre de tralha e organizada facilita e muito a mudança. É tudo mais fácil de embalar e desembalar e de não se perder nos entretantos.
- O ideal é que à medida que as coisas vão chegando à casa nova comecem logo a metê-las no sítio. Mais vale fazer as coisas enquanto se está com o entusiasmo todo, porque assim que bater a lanzeira, as caixas vão ficar ali a um cantinho até um dia, quando der jeito.
- Por amor de Jesus, metam uma caixa/mochila de parte para cada membro da família com uma muda de roupa, artigos de higiene e coisas básicas. Se entretanto parte das coisas já tiver ido para a casa nova ou se já estiver naquele caixote por baixo de outros 30, não vão querer ser apanhados sem cuecas lavadas ou a ter de galgar por cima de móveis e caixas. Do mesmo modo, deixem uns utensílios de cozinha básicos para poderem comer uma "bucha", se for preciso. Em alternativa, na última noite encomendem uma pizza ou algo que não precise de muita assistência.
Se tiverem animais não se esqueçam dos básicos para eles também.
- Não percam documentos importantes, objectos de valor sentimental ou valiosos por aí numa caixa qualquer. Reservem uma caixa "VIP" só para esse efeito.
- Não percam tempo com coisas em que já não têm interesse. Se houver tempo, uma separação na casa antiga do que é lixo e do que pode ser doado/vendido, evita andarem a transportar coisas de que não vão precisar. Isto funciona bem se forem micoquinhas da organização, porque o trabalho está mais ou menos feito. Se forem acumuladores e tiverem o tempo contado, esqueçam lá isso, ou nunca mais desamparam a casa ao senhorio.
- Se tiverem possibilidade de tirar uns dias no trabalho pode ser uma boa ajuda para não se atirarem para o chão de cansaço e nervos. Garanto que combinar isto com o trabalho e o tempo contado é dose!
Esta coisa das mudanças pode ser de enlouquecer uma pessoa. Queremos isto que, entretanto, já está na casa nova precisamente por isso, por já não estar disponível. Há uma confusão de sacos e caixas e mobília no meio do caminho, mas tudo bem. É temporário! Não stressem demasiado com isso. Em breve, tudo estará no sítio outra vez para um novo começo. Eu gosto de novos começos!
- Se têm um bom orçamento e não querem chatices contratem um daqueles serviços em que eles fazem tudo: empacotam, embalam, desmontam, transportam, desembalam, montam e ainda limpam a casa por cima. Tudo enquanto o cliente bebe uns mojitos. Cheira-me que isto não é para toda a gente. É melhor meterem mãos à obra!
- A menos que tenham um amigo com uma carrinha muuuuito grande, vão precisar de contratar alguém para fazer o transporte das coisas maiores (sofás, electrodomésticos, ... os monos, portanto). Não se acanhem, peçam orçamentos (por escrito) e não se fiquem pelo primeiro que receberem, porque a diferença pode ser bem grande. No nosso caso, recebemos orçamento para 1000€ e tal e para 100€ e tal. Pois, faz diferença!
Apesar de termos levado muitas coisas de carro em várias (bastantes) viagens, principalmente coisas sensíveis, objectos pessoais, etc..., conseguimos encher o camião/carrinha até à porta. Até não termos muitas tralhas, mas quando se junta tudo o que é grande é realmente muito. Além disso, optámos por não desmontar algumas coisas para não termos de voltar a montá-las: cómodas, estantes, etc...
Ah, sim, escolhemos a mais barata e não tivemos nenhuma razão de queixa.
- Se tiverem amigos que não têm uma carrinhas, mas têm vontade de ajudar, já é alguma coisa. As caixas não se enchem nem transportam sozinhas e os móveis também precisam de ajuda para ser desmontados.
- Por precaução, em caso da transportadora não pedir, façam uma lista dos artigos a transportar.
- Uma casa livre de tralha e organizada facilita e muito a mudança. É tudo mais fácil de embalar e desembalar e de não se perder nos entretantos.
- O ideal é que à medida que as coisas vão chegando à casa nova comecem logo a metê-las no sítio. Mais vale fazer as coisas enquanto se está com o entusiasmo todo, porque assim que bater a lanzeira, as caixas vão ficar ali a um cantinho até um dia, quando der jeito.
- Por amor de Jesus, metam uma caixa/mochila de parte para cada membro da família com uma muda de roupa, artigos de higiene e coisas básicas. Se entretanto parte das coisas já tiver ido para a casa nova ou se já estiver naquele caixote por baixo de outros 30, não vão querer ser apanhados sem cuecas lavadas ou a ter de galgar por cima de móveis e caixas. Do mesmo modo, deixem uns utensílios de cozinha básicos para poderem comer uma "bucha", se for preciso. Em alternativa, na última noite encomendem uma pizza ou algo que não precise de muita assistência.
Se tiverem animais não se esqueçam dos básicos para eles também.
- Não percam documentos importantes, objectos de valor sentimental ou valiosos por aí numa caixa qualquer. Reservem uma caixa "VIP" só para esse efeito.
- Não percam tempo com coisas em que já não têm interesse. Se houver tempo, uma separação na casa antiga do que é lixo e do que pode ser doado/vendido, evita andarem a transportar coisas de que não vão precisar. Isto funciona bem se forem micoquinhas da organização, porque o trabalho está mais ou menos feito. Se forem acumuladores e tiverem o tempo contado, esqueçam lá isso, ou nunca mais desamparam a casa ao senhorio.
- Se tiverem possibilidade de tirar uns dias no trabalho pode ser uma boa ajuda para não se atirarem para o chão de cansaço e nervos. Garanto que combinar isto com o trabalho e o tempo contado é dose!
Esta coisa das mudanças pode ser de enlouquecer uma pessoa. Queremos isto que, entretanto, já está na casa nova precisamente por isso, por já não estar disponível. Há uma confusão de sacos e caixas e mobília no meio do caminho, mas tudo bem. É temporário! Não stressem demasiado com isso. Em breve, tudo estará no sítio outra vez para um novo começo. Eu gosto de novos começos!
08/06/2016
Em pequena já era assim meio esquisita
Enquanto toda a gente adiciona amigos no Facebook, a roçar já ali os 5000 (a sério?!), eu vou apagando. Quer dizer, não são amigos, é o amigo do amigo que me adicionou e foi ficando e aquela senhora, com quem falei uma vez, que me descobriu não sei como. Depois são os grupos de coisas que não me interessam (grupo motard de não sei onde), aos quais fui adicionada, por alguém que obviamente não me conhece. E as páginas com chorrilhos de disparates que não tenho paciência para ler. No fim, a timeline está cheia de coisas que não me interessam mesmo nada.
Hoje houve limpeza de "amigos", na próxima volta vamos às páginas.
Hoje houve limpeza de "amigos", na próxima volta vamos às páginas.
Queridos, mudámos de casa!
Já aqui me tinha queixado da casa onde vivíamos. Talvez fosse por termos entrado mais ou menos no segundo seguinte aos inquilinos anteriores terem saído e a casa nunca ter estado vazia, a casa nunca ganhou o nosso cheiro pessoal. Além disso, os problemas sucediam-se, possivelmente agravados por ser Inverno, o senhorio assobiava para o lado e eu ia ficando cada dia menos satisfeita com toda a situação. Às tantas, já ninguém suportava as "peculiaridades" da casa! E a nossa casa (mesmo que não seja nossa, como neste caso) deve ser um sítio onde nos sentimos bem.
Iniciámos a busca e digo-vos já que demorou semanas, meses mesmo. Ou eram estupidamente caras, ou não tinham espaço suficiente, se eram boas não tinham espação exterior, se tinham espaço exterior não permitiam ter animais, ... Enfim, uma saga. Acabámos por alargar geograficamente a nossa área de procura e encontrámos esta casa onde estamos agora. Até agora, é tudo de bom! Entre a praia e o campo, não é grande, nem pequena, é do tamanho ideal para nós, a bicharada tem toda o seu espaço e até temos uma hortinha. Digo que já que não nasci para a agricultura, mas é um luxo poder comer coisas que sabemos de onde vêm. Desde que chegámos, já morangámos (oh, sim!) e todas as plantas, que tinham ficado moribundas na casa anterior, regressaram à vida. Como bónus, podemos ver um rebanho passar todos os dias nas traseiras da casa! Há lá vida mais pacata que esta!?
Queridos, (ainda bem que) mudámos de casa!
(Tão depressa espero não haver outra mudança destas! Duas mudanças em cerca de 6 meses e feitas em tempo recorde é obra!)
Iniciámos a busca e digo-vos já que demorou semanas, meses mesmo. Ou eram estupidamente caras, ou não tinham espaço suficiente, se eram boas não tinham espação exterior, se tinham espaço exterior não permitiam ter animais, ... Enfim, uma saga. Acabámos por alargar geograficamente a nossa área de procura e encontrámos esta casa onde estamos agora. Até agora, é tudo de bom! Entre a praia e o campo, não é grande, nem pequena, é do tamanho ideal para nós, a bicharada tem toda o seu espaço e até temos uma hortinha. Digo que já que não nasci para a agricultura, mas é um luxo poder comer coisas que sabemos de onde vêm. Desde que chegámos, já morangámos (oh, sim!) e todas as plantas, que tinham ficado moribundas na casa anterior, regressaram à vida. Como bónus, podemos ver um rebanho passar todos os dias nas traseiras da casa! Há lá vida mais pacata que esta!?
Queridos, (ainda bem que) mudámos de casa!
(Tão depressa espero não haver outra mudança destas! Duas mudanças em cerca de 6 meses e feitas em tempo recorde é obra!)
Mudar de planos não tem mal nenhum
Por vezes, é necessário mudar de rota e ajustar os planos. Não vejo mal nenhum nisso. A vida é muito curta para ficarmos presos a algo que no passado fazia muito sentido, mas que deixou de fazer, só porque sim, para parecer bem, por causa do que os outros vão dizer ou pensar. A vida também se faz de ajustes, até porque a vida não é um compartimento estanque.
07/06/2016
Vida boa sei eu quem a tem!
É muito difícil uma pessoa conseguir trabalhar quando todos os meus ajudantes peludos estão a gozar a siesta. Desde manhã. Uns ao sol, outros à sombra, na cama, no sofá,... Sim, são muitos!
Larga a mão de ser besta, guria!
Já lá vão uns meses e, a pouco e pouco, aprende-se a viver outra vez, que a vida não espera por ninguém.
No final, ficam algumas conclusões:
- De frases feitas e boas intenções está o inferno cheio. Em boa verdade, não servem para nada.
- Já diz o povo (que frase mais feia!) que pimenta no cu dos outros para mim é refresco (ou lá que é) e há muito "boa" gente que se rege por este ditame.
- Quem não está presente nos momentos maus, também não vale a pena aparecer nos momentos bons.
Talvez isto soe a discurso azedo. Se calhar é um bocadinho. Desculpem, é que eu sou um bocadinho parva. Altero os meus planos para acorrer às emergências dos outros, atendo aquela chamada que já sei que vai demorar duas horas quando estava mesmo para me ir deitar, porque sei que sou precisa naquele momento e estou sempre disponível para um favorzinho. E isto faz de mim parva? Faz um bocado a partir do momento em que é só para um dos lados. E depois fecho os olhos e arranjo desculpas para ser assim: é que as pessoas estão a passar uma má fase, é que têm muito trabalho, por aí fora. Não posso ser mais parva ou posso? Posso, sim. Posso comer e calar e continua tudo na mesma em nome de uma amizade de não sei quantos anos. Pois aqui pára tudo, que uma amizade não pressupõe a existência de uma pessoa só. Para isso, arranja-se um amigo imaginário.
Passar por uma fase má tem destas coisas. Separa-se o trigo do joio. Sabemos quem nos manda mensagens a perguntar como estamos, se queremos falar, se queremos companhia para chorar. Alguém que nos diz que percebe que dói, alguém a quem dói por nos estar a doer. Também sabemos quem nos manda mensagens a dizer que se for preciso alguma coisa que podemos contar com elas e que depois desaparecem durante semanas e voltam para perguntar: então, e novidades? como se nada se tivesse passado. Quando vamos ao lado de lá e voltamos é óbvio que precisamos de alguma coisa (um abraço, uma palavra de conforto, qualquer coisa), não é preciso andarmos atrás das pessoas que supostamente são nossas amigas para isso.
Está na hora de deixar de ser parva. Está bem claro quem está lá e quem não está.
Posto isto, vamos lá sacudir o pó ao estaminé e deixar o ar fresco entrar.
No final, ficam algumas conclusões:
- De frases feitas e boas intenções está o inferno cheio. Em boa verdade, não servem para nada.
- Já diz o povo (que frase mais feia!) que pimenta no cu dos outros para mim é refresco (ou lá que é) e há muito "boa" gente que se rege por este ditame.
- Quem não está presente nos momentos maus, também não vale a pena aparecer nos momentos bons.
Talvez isto soe a discurso azedo. Se calhar é um bocadinho. Desculpem, é que eu sou um bocadinho parva. Altero os meus planos para acorrer às emergências dos outros, atendo aquela chamada que já sei que vai demorar duas horas quando estava mesmo para me ir deitar, porque sei que sou precisa naquele momento e estou sempre disponível para um favorzinho. E isto faz de mim parva? Faz um bocado a partir do momento em que é só para um dos lados. E depois fecho os olhos e arranjo desculpas para ser assim: é que as pessoas estão a passar uma má fase, é que têm muito trabalho, por aí fora. Não posso ser mais parva ou posso? Posso, sim. Posso comer e calar e continua tudo na mesma em nome de uma amizade de não sei quantos anos. Pois aqui pára tudo, que uma amizade não pressupõe a existência de uma pessoa só. Para isso, arranja-se um amigo imaginário.
Passar por uma fase má tem destas coisas. Separa-se o trigo do joio. Sabemos quem nos manda mensagens a perguntar como estamos, se queremos falar, se queremos companhia para chorar. Alguém que nos diz que percebe que dói, alguém a quem dói por nos estar a doer. Também sabemos quem nos manda mensagens a dizer que se for preciso alguma coisa que podemos contar com elas e que depois desaparecem durante semanas e voltam para perguntar: então, e novidades? como se nada se tivesse passado. Quando vamos ao lado de lá e voltamos é óbvio que precisamos de alguma coisa (um abraço, uma palavra de conforto, qualquer coisa), não é preciso andarmos atrás das pessoas que supostamente são nossas amigas para isso.
Está na hora de deixar de ser parva. Está bem claro quem está lá e quem não está.
Posto isto, vamos lá sacudir o pó ao estaminé e deixar o ar fresco entrar.
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