09/11/2014

Caro Expresso,

Queria dizer-te que apreciei aquela...coisa que escreveste sobre a Sara Moreira. É sempre bom ver que, em tempos de dificuldade, empresas de renome dão oportunidades a pessoas de outras áreas. Todos sabemos que os dias que correm não estão fáceis para as porteiras. Os prédios modernos já não precisam delas e elas precisam de dar uso às suas capacidades. Parece que as estou a ver: "Ó Maria da Glória, tu viste a outra do 3º D? Então não é que foi lá não sei para onde e deixou o cachopo cá sozinho? Isto é uma vergonha, é o que é!" E a Maria da Glória não se fica "Ai melher, isto no tempo do outro senhor não era nada assim. Ai de mim que me pusesse com coisas, que o meu Jaquim me afinfava um bofatão, e bem merecido. Bem merecido. Agora, é isto, uma pouca vergonha! Quem sofre são os gaiatos."
Aproveito esta missiva e deixo uma sugestão para um trabalho sobre pais (figura parental masculina) que não passam os aniversários dos filhos com os mesmos porque estão a trabalhar/ a coçar os tintins/ não querem saber (riscar o que não interessa) e/ ou sobre mães que trabalham no dia de anos dos filhos devido a pais que estão a coçar os tintins/ não querem saber (riscar o que não interessa). Só que desta vez, experimenta com jornalistas a sério.
Ah! E não te esqueças de dar os parabéns à Sara. Não é todos os dias que vamos lá fora subir a um pódio.

De nada.

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